sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Alzheimer

Vale muito resaltar que devemos sempre está informados, segue um texto falando de uma doença cruel, silênciosa, esse tal Alzheimer.
Estudos apontam que pessoas solitárias têm o dobro de risco de desenvolverem o mal de Alzheimer
Demência é uma disfunção cerebral gradativa e persistente que consiste na deterioração intelectual do indivíduo ao longo do tempo, atacando de forma irreversível determinadas regiões do cérebro. A doença de Alzheimer é a causa mais freqüente, ocorrendo em aproximadamente 60% dos casos de demência, e consiste no depósito de determinadas proteínas no cérebro. Como se trata de perdas progressivas e é bastante freqüente entre idosos, muitas vezes não é percebida em seu estágio inicial, sendo confundida como processos normais do envelhecimento. Pequenos esquecimentos, sinais de depressão, dificuldades com a linguagem, confusão mental e, algumas vezes, agressividade fazem parte dos sintomas iniciais. Um estágio intermediário consiste em dificuldades de desempenhar atividades normais do dia-a-dia, esquecimento de acontecimentos recentes, alterações de humor e maior dificuldade na comunicação verbal, desencadeando, após algum tempo, em uma dependência mais severa e acentuação dos sintomas, podendo, inclusive, não reconhecer pessoas, situações e objetos conhecidos. Devido a estas características, há um impacto muito grande na vida destas pessoas e nas que convivem com elas. O diagnóstico propriamente dito é feito apenas via necropsia, após a morte, em exame dos tecidos cerebrais. Assim, as manifestações, história de vida do paciente e exames físicos e mentais, excluindo outros fatores que poderiam desencadear nos mesmos sintomas (infecções, depressão, tumores cerebrais, problemas tireoidianos, etc) é que indicarão a doença. É importante ressaltar que o tratamento precoce atrasa o desenvolvimento da doença, fornece melhoras na memória e na qualidade de vida e convivência do doente com as pessoas que o cercam. Como é irreversível, suas causas reais ainda não são bem elucidadas. O tratamento farmacológico enfoca o bloqueio da evolução da doença, controle dos distúrbios comportamentais e correção do equilíbrio químico do cérebro, a fim de melhorar o déficit de memória. Sabe-se, atualmente, que altos níveis de açúcar e colesterol no sangue podem ter relação forte com a doença e que pessoas solitárias têm o dobro de risco de desenvolverem o mal de Alzheimer. É, também, conhecido que a ingestão de vitamina E reduz o risco de morte em aproximadamente 25%, exercícios físicos, chá verde e uma dieta rica em frutas, verduras, cereais, feijão, nozes e sementes previnem o surgimento de demências. Apesar de irreversível e incurável, cuidados específicos buscando melhorias na qualidade de vida dos portadores e de seus cuidadores devem ser feitos, lembrando que a sobrecarga destes últimos é um risco para ambos. Planejamento em conjunto acerca das tarefas, horários e contribuições incluindo todos os envolvidos são medidas que devem ser feitas para tal fim.

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